Representantes das Instituições Públicas de Goiás discutem extensão, cultura e assuntos estudantis

15/02/2019

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Representantes das Pró-reitorias de Extensão, Cultura e Assuntos Estudantis das Instituições Públicas de Ensino Superior de Goiás, se reuniram na tarde desta quinta-feira, 14, em Anápolis, para debater ações conjuntas quanto à agenda do Fórum das Instituições Públicas de Ensino Superior (Fipes). A reunião ocorreu na Pró-reitoria de Extensão, Cultura e Assuntos Estudantis da Universidade Estadual de Goiás (PrE|UEG).

Entre os pontos discutidos durante a reunião, está a creditação de atividades de extensão nas grades curriculares dos cursos de graduação, que até o ano de 2024 prevê que 10% das atividades acadêmicas devem ser extensionistas, e que ainda gera dúvidas quanto à sua implantação. A meta foi estabelecida no Plano Nacional de Educação de 2014.

Para os professores presentes na reunião, a realização de um cronograma para a adoção da medida é urgente e necessária para o êxito do processo. O pró-reitor de Extensão Cultura e Assuntos Estudantis da UEG, professor Marcos Torres, salientou que um dos pontos de maior ponderação é sobre como a questão afeta a carga horária.

Segundo o professor, a adoção da medida deve ser feita dentro da grade já estabelecida em cada instituição, sem o acréscimo de horas extras para a realização de atividades. “O que precisa ser percebido é que essas atividades sejam incorporadas à carga horária dos cursos. E isso é possível, uma vez que as atividades de extensão podem e devem integrar as disciplinas” observou.

A professora Lucilene Maria de Souza, pró-reitora de Extensão e Cultura da Universidade Federal de Goiás (UFG), analisa que essa nova diretriz também irá exigir mudanças nos sistemas das universidades, uma vez que eles precisaram integralizar as informações dos setores de extensão e ensino. “É um processo integrado e certamente irá fortalecer ainda mais a formação de nossos estudantes”, disse.

Cultura

Em relação à cultura ficou definida a constituição de uma rede para a realização de atividades e eventos nas cidades atendidas pelas instituições. A ideia é a formação de um corredor de cultura que contemple expressões locais e artistas das próprias instituições. A previsão é de que as atividades ocorram no segundo semestre.

Ainda sobre o tema, o professor Daniel Silva Barbosa, pró-reitor de Extensão do Instituto Federal de Goiás (IFG), apresentou o que a instituição tem sistematizado na área e indicou que poderá ser utilizado para traçar as ações do grupo. 

(Fernando Matos | CeCom|UEG)